Eu sou a pele, manto que veste o ser,
Primeira voz do corpo a mundo oferecer.
Sentinela delicada, guarda do sentir,
No meu toque suave, tudo pode emergir.
Sinto o vento, ouço o calor, abraço o frio,
Cada manhã desperto mundo no arrepio.
Sou trama de sensações, mapa da memória,
No toque que dou, te conto a tua história.
Protejo, envolvo, sou ponte e caminho,
Nessa dança sutil entre o firme e o carinho.
Sem mim, o corpo se perde no nada,
Sou a presença, a vida pulsando na camada.
Sou a pele, teu manto, tua pele a falar,
No mais simples contato, o mundo a despertar.
Entre o duro e o doce, no limite do chão,
Sou a voz do corpo, o seu primeiro coração.
