Somos ossos, pilares do ser,
Fundação firme onde tudo pode crescer.
Em silêncio erguemos a estrutura da vida,
A base que sustenta a alma contida.
Rígidos e fortes, ainda assim flexíveis,
Guardamos a forma em gestos possíveis.
Ressonância do poder, alicerce e abrigo,
Cada osso a dizer: aqui estou, contigo.
Nas batidas do mundo, no pulso e no chão,
Somos força bruta e delicada precisão.
Sem nós, o corpo se desfaz no ar,
Somos a raiz que mantém o olhar.
Estrutura sagrada, suporte e raiz,
Na fusão do ser, onde tudo é aprendiz.
Somos ossos, o esqueleto a falar,
Nós damos ao corpo o mundo para andar.
