Eu sou o olho, janela da alma,
Mudo o foco, revelo a calma.
No mundo vasto, tudo é olhar,
Mas às vezes é preciso mudar.
De perto ou longe, escolho enxergar,
Segredos que antes não quis captar.
O corpo todo espera, atento a mim,
Pois meu foco revela o que há, enfim.
Quando cansado, desvio a visão,
Busco no escuro uma nova lição.
E nesse instante, sinto a mudança,
O corpo percebe, renova a esperança.
Eu sou o olho, e na minha luz,
Transformo o mundo, caminho e conduz.
Mudo o foco, contigo a conversar,
Para juntos novos sentidos encontrar.
